quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Estão me seguindo

Outro dia abro meu e-mail e vejo uma mensagem do twitter dizendo que @flyingkebab está me seguindo. Até aí tudo normal, já que postei algumas vezes sobre os vídeos, eles devem ter dado um "search", viram aqueles que já haviam feito comentários e resolveram segui-los. Fui olhar o perfil e eles até então seguiam só 14 pessoas... foi aí que comecei a achar estranho...
Estranho porque mesmo sendo seguida por pessoas que eu nunca vi na vida no twitter e tendo 2 blogs, ainda não caiu a ficha de que as pessoas podem realmente ler o que eu escrevo (e lêem)...
Isso porque postar na internet é pra mim a montagem de um catálogo de coisas que gosto somada a um exercício: aprender que tenho que dar um fim às coisas, um prazo final, já que depois de publicado, de quase nada adianta mudar o que foi escrito (eu era a rainha dos projetos pessoais inacabados e meus cadernos eram todos rabiscados com edições e modificações eternas, feitas a cada vez que relia os textos escritos).
Aproveito então a minha curiosidade e avidez por novidades praticadas diariamente, junto ao meu prazer pela escrita e dou logo a minha opinião sobre as coisas que me cercam (pois não consigo deixar de tê-la), mas sem assumir que de fato alguém vai ler o que escrevo. (Acho que tenho que tomar mais cuidado... rs)
Bom, escrevi tudo isso pra contextualizar o tanto que achei bizarro o que aconteceu hoje... Estava eu dando uma olhadela no twitter quando vejo:
@flyingkebab Help us out on our 1st open-source character on Flying Kebab. Tweet us one personal characteristic of your aunt. (o povo do Flying Kebab pedindo ajuda pra montar um personagem da série, que nós mandássemos características das nossas tias)
A primeira que me veio à cabeça foi a Tia Bela (irmã da minha bisavó, que viveu com ela durante toda a vida e por isso esteve bastante presente na minha infância), ela era cega e adorava tocar piano.
Twittei então:
@flyingkebab she plays the piano
Para minha surpresa, veio:
@anapeters Obrigado! Ela toca o piano por diversão ou recebe algo por isso? Música erudita ou popular?
Respondi:
@flyingkebab Ela toca por prazer, um pouco de tudo, mas principalmente os clássicos
Foi quando veio a maior surpresa:
@anapeters ótimo! já entrou na descrição do personagem!
@flyingkebab vai ser ainda mais legal acompanhar a história agora! =)
Então já sabem, se nos próximos vídeos a tia do Nando tocar piano, ela foi inspirada na Tia Bela! (rs) Tomara que o Nando encontre logo pessoas que conheceram a tia e aconteçam mais coisas logo porque se minha curiosidade já era grande, agora é em dobro.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Mais um daqueles pra guardar e rever sempre!

Sabe aquelas coisas que você e olha e se apaixona?! Mais um exemplo das coisas que admiro: uma boa ideia e ótima produção! E a trilha sonora, então? Um daqueles vídeos tipo "Wear Sunscreen", que te dão mais ânimo pra continuar a vida com um sorriso no rosto e vontade de enviar pra todos os amigos, com uma diferença básica: é assinado por uma marca! Eles ainda por cima reforçam a importância do negócio deles na nossa vida. Incrível! (Via creativity-online)
Be just who you wanna be my friend, you just gotta trust in fate. Do the things you wanna do 'cos life don't wait! Take it easy. Keep your head up high...
Dá pra baixar a música aqui. No canal deles no YouTube eles falam que se inspiraram nesse projeto:

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Pensando sobre filmes e livros

Últimos dias com vários filmes... Vamos por partes. O Declínio do Império Americano (1986), seguido de As Invasões Bárbaras (2003) (adicionados à minha nova ideia fixa - os anos 60 - que agora está sendo alimentada pelo livro As Revoluções Utópicas dos Anos 60) me deixaram com a sensação de que pertenço de fato a uma geração perdida... Pra quem não viu, Invasões (...) é continuação do Declínio (...).
No filme de 86, os amigos passam a tarde discutindo sobre a vida e sobre sexo, levantam questões sobre moral e a busca pela felicidade, além de jogar uma pedra no meu telhado de vidro e me lembrar que as instituições da sociedade foram elaboradas como forma de organizá-la, torná-la mais rentável e estável, sem ter em nenhum momento o foco na felicidade do indivíduo e por isso são cada vez mais questionadas - na proporção do crescimento do individualismo e busca pela satisfação imediata.
Como se eu já não estivesse pensativa o suficiente, assisti à reunião deste mesmo grupo quase 20 anos depois... e suas constatações de que mesmo tentando fazer diferente, talvez não tenham conseguido atingir plenamente tudo aquilo que buscavam... os filhos, que cresceram em meio a tantas incertezas, tentativas e liberdade, se tornaram pessoas extremadas, uns achando que não valia a pena tentar a felicidade, outros buscando-a em modelos antigos de família e sucesso profissional.
"Em qual 'ismo' não acreditamos?" eles se questionam e é verdade! Aqueles que tiveram sua juventude nos anos 60 e 70 acreditaram que podiam ser diferentes - porque só os jovens têm o real desejo de mudança e essa foi a época, na minha opinião, na qual os jovens tinham ao mesmo tempo voz e desejo de mudança, diferente de nós que temos mais voz do que qualquer juventude jamais teve somada a zero de mobilização.
O problema foi que eles tentaram tanta coisa (sem resultados positivos e duradouros na maioria das vezes) que não sobraram muitas alternativas à nossa geração se não a confusão, a hipocrisia, o individualismo e a descrença.
E hoje eu sei que quem me deu a ideia de uma nova consciência e juventude está em casa guardado por Deus contando o vil metal...

quarta-feira, 8 de julho de 2009

A padronização dá certo?

Hoje, li uma reportagem da Veja que falava sobre a padronização das medidas do vestuário brasileiro. Essa é uma discussão tão velha que nem me lembro qual foi a primeira vez que ouvi alguma coisa sobre isso. Como as minhas aulas de modelagem só serviram pra eu ter certeza que não nasci pra isso, os meus questionamentos são mais voltados a questões pessoais e mercadológicas:
- Como consumidora, acho um saco vestir numerações diferentes em diferentes lojas;
- Acho um saco ter que provar diversas numerações da mesma marca porque cada fornecedor tem uma modelagem;
- Acho um saco nunca acertar o tamanho de um presente porque cada peça e cada loja tem suas próprias medidas;
- Como planejadora de coleção, era uma saco fazer estudo de pack (quantidade de peças por tamanho), sabendo que duas peças tamanho P não necessariamente vestiriam bem a mesma pessoa;
- E era um saco receber infinitas reclamações das lojas porque "o 44 está muito pequeno nesta coleção". Apesar disso, as coisas não são assim tão fáceis, com a padronização de medidas, outros problemas surgirão (até porque se só trouxesse soluções, muito provavelmente já teria sido implantada...).
- As pessoas não são todas iguais! Duas mulheres com a mesma medida de coxa, não necessariamente têm medidas similares de cintura... Uma delas nunca mais conseguirá comprar calças sem que depois precise mandar na costureira?
- As marcas se diferenciam também pelas medidas de modelagem, seus clientes já sabem que lá encontrarão algo que as sirva. Com a padronização esse diferencial acaba.
- Os tecidos são diferentes, com maleabilidade diferente... As medidas padronizadas levam em consideração a expansão do elastano?
- A quantidade de subdivisões de tamanhos (se houver, como existe nos EUA) encarece produção, distribuição e estocagem, além de também complicar a vida do consumidor.
Mas não precisamos nos preocupar porque, pelo que parece, a bagunça vai continuar: a padronização não será obrigatória...

domingo, 14 de junho de 2009

Posso não fazer nenhum comentário?! Obrigada!

(via Update or Die)
"Para divulgar a Red Bull Racing, equipe da Red Bull na Nascar, a marca simplesmente fez um pit stop em plena Times Square, com 8 membros malucos da equipe, dá uma olhada":

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Ideologia (eu quero uma pra viver!)

Seja por culpa, marketing ou boa intenção mesmo, o conglomerado de luxo PPR patrocinou o projeto "Home", filme sobre as mudanças climáticas e o que ainda pode ser feito para salvar nosso planeta, realizado em parceria pelo cineasta Luc Besson e pelo fotógrafo Yann Arthus-Bertrand.
Até aí tudo normal, o inusitado é que o filme (de aproximadamente 90 minutos) será transmitido gratuitamente ao redor do mundo: pelo Youtube à meia noite desta sexta-feira, 05/06 - Dia Mundial do Meio Ambiente. O projeto também se destaca pela sua estreia acontecer simultaneamente em 50 países, em mais 3 formatos diferentes: cinema, TV e DVD.
Apesar de ter sido patrocinado por um dos maiores símbolos do consumismo mundial, o filme pretende levar os espectadores à reflexão e mudança, mas não foram bem os ideais ecológico que estimularam o site a transmitir o filme, de acordo com a agência Bloomberg (apud Olhar Digital), um dos motivos do Youtube ter aceitado a proposta é a possibilidade de gerar mais publicidade e consequentemente mais receita.
Bom, motivos a parte, tem alguém tentando fazer alguma coisa boa (nem que seja beeem lá no finzinho da intenção)!
(A Lilian Pacce também já tinha comentado esse assunto e foi o @olhardigital que me lembrou desse projeto.)

terça-feira, 2 de junho de 2009

Sobre os curtas....

Eu acho tudo lindo, acho que a iniciativa de fazer alguma coisa mais elaborada é louvável e acredito que a utilização de vídeos favorece a disseminação do material, aumentando os impactados pelas ações, mas de verdade, não sei se sou eu que ando sem paciência, mas lá pelas tantas, tudo o que eu quero é que chegue logo o fim pra ver o que vai acontecer - já que quando estou na internet não estou esperando ver nada que demore mais de 1 minuto (e olhe lá!)...
A pioneira em fazer short films foi a BMW, produzindo uma série com grandes diretores, sob o título de "The Hire", e foi um grande sucesso!
A Chanel fez esse vídeo lindo!
A Schwepps fez esse, que dá preguiça no começo mas é bonitinho...
E o motivo do post foi esse da Dior, que vi hoje e tem como estrela principal a bolsa Lady Dior:
Conseguiu ver todos até o fim? Sou só eu ou parece
que tem coisas muito mais importantes acontecendo no mundo durante os minutos dos curtas? A síndrome do tempo que nos aflige...