Hoje, li uma reportagem da Veja que falava sobre a padronização das medidas do vestuário brasileiro. Essa é uma discussão tão velha que nem me lembro qual foi a primeira vez que ouvi alguma coisa sobre isso. Como as minhas aulas de modelagem só serviram pra eu ter certeza que não nasci pra isso, os meus questionamentos são mais voltados a questões pessoais e mercadológicas:
- Como consumidora, acho um saco vestir numerações diferentes em diferentes lojas;- Acho um saco ter que provar diversas numerações da mesma marca porque cada fornecedor tem uma modelagem;- Acho um saco nunca acertar o tamanho de um presente porque cada peça e cada loja tem suas próprias medidas;- Como planejadora de coleção, era uma saco fazer estudo de pack (quantidade de peças por tamanho), sabendo que duas peças tamanho P não necessariamente vestiriam bem a mesma pessoa;- E era um saco receber infinitas reclamações das lojas porque "o 44 está muito pequeno nesta coleção".
Apesar disso, as coisas não são assim tão fáceis, com a padronização de medidas, outros problemas surgirão (até porque se só trouxesse soluções, muito provavelmente já teria sido implantada...).- As pessoas não são todas iguais! Duas mulheres com a mesma medida de coxa, não necessariamente têm medidas similares de cintura... Uma delas nunca mais conseguirá comprar calças sem que depois precise mandar na costureira?- As marcas se diferenciam também pelas medidas de modelagem, seus clientes já sabem que lá encontrarão algo que as sirva. Com a padronização esse diferencial acaba.- Os tecidos são diferentes, com maleabilidade diferente... As medidas padronizadas levam em consideração a expansão do elastano?- A quantidade de subdivisões de tamanhos (se houver, como existe nos EUA) encarece produção, distribuição e estocagem, além de também complicar a vida do consumidor.
Mas não precisamos nos preocupar porque, pelo que parece, a bagunça vai continuar: a padronização não será obrigatória...
Apesar disso, as coisas não são assim tão fáceis, com a padronização de medidas, outros problemas surgirão (até porque se só trouxesse soluções, muito provavelmente já teria sido implantada...).- As pessoas não são todas iguais! Duas mulheres com a mesma medida de coxa, não necessariamente têm medidas similares de cintura... Uma delas nunca mais conseguirá comprar calças sem que depois precise mandar na costureira?- As marcas se diferenciam também pelas medidas de modelagem, seus clientes já sabem que lá encontrarão algo que as sirva. Com a padronização esse diferencial acaba.- Os tecidos são diferentes, com maleabilidade diferente... As medidas padronizadas levam em consideração a expansão do elastano?- A quantidade de subdivisões de tamanhos (se houver, como existe nos EUA) encarece produção, distribuição e estocagem, além de também complicar a vida do consumidor.
Mas não precisamos nos preocupar porque, pelo que parece, a bagunça vai continuar: a padronização não será obrigatória...
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