Sabe aquelas coisas que você e olha e se apaixona?! Mais um exemplo das coisas que admiro: uma boa ideia e ótima produção! E a trilha sonora, então? Um daqueles vídeos tipo "Wear Sunscreen", que te dão mais ânimo pra continuar a vida com um sorriso no rosto e vontade de enviar pra todos os amigos, com uma diferença básica: é assinado por uma marca! Eles ainda por cima reforçam a importância do negócio deles na nossa vida. Incrível! (Via creativity-online)
Be just who you wanna be my friend, you just gotta trust in fate. Do the things you wanna do 'cos life don't wait! Take it easy. Keep your head up high...
Dá pra baixar a música aqui.
No canal deles no YouTube eles falam que se inspiraram nesse projeto:
Últimos dias com vários filmes... Vamos por partes. ODeclínio do Império Americano(1986), seguidode As Invasões Bárbaras (2003) (adicionados à minha nova ideia fixa - os anos 60 - que agora está sendo alimentada pelo livro As Revoluções Utópicas dos Anos 60) me deixaram com a sensação de que pertenço de fato a uma geração perdida... Pra quem não viu, Invasões (...)é continuação do Declínio (...).
No filme de 86, os amigos passam a tarde discutindo sobre a vida e sobre sexo, levantam questões sobre moral e a busca pela felicidade, além de jogar uma pedra no meu telhado de vidro e me lembrar que as instituições da sociedade foram elaboradas como forma de organizá-la, torná-la mais rentável e estável, sem ter em nenhum momento o foco na felicidade do indivíduo e por isso são cada vez mais questionadas - na proporção do crescimento do individualismo e busca pela satisfação imediata.
Como se eu já não estivesse pensativa o suficiente, assisti à reunião deste mesmo grupo quase 20 anos depois... e suas constatações de que mesmo tentando fazer diferente, talvez não tenham conseguido atingir plenamente tudo aquilo que buscavam... os filhos, que cresceram em meio a tantas incertezas, tentativas e liberdade, se tornaram pessoas extremadas, uns achando que não valia a pena tentar a felicidade, outros buscando-a em modelos antigos de família e sucesso profissional.
"Em qual 'ismo' não acreditamos?" eles se questionam e é verdade! Aqueles que tiveram sua juventude nos anos 60 e 70 acreditaram que podiam ser diferentes - porque só os jovens têm o real desejo de mudança e essa foi a época, na minha opinião, na qual os jovens tinham ao mesmo tempo voz e desejo de mudança, diferente de nós que temos mais voz do que qualquer juventude jamais teve somada a zero de mobilização.
O problema foi que eles tentaram tanta coisa (sem resultados positivos e duradouros na maioria das vezes) que não sobraram muitas alternativas à nossa geração se não a confusão, a hipocrisia, o individualismo e a descrença.
E hoje eu sei que quem me deu a ideia de uma nova consciência e juventude está em casa guardado por Deus contando o vil metal...
Hoje, li uma reportagem da Veja que falava sobre a padronização das medidas do vestuário brasileiro. Essa é uma discussão tão velha que nem me lembro qual foi a primeira vez que ouvi alguma coisa sobre isso. Como as minhas aulas de modelagem só serviram pra eu ter certeza que não nasci pra isso, os meus questionamentos são mais voltados a questões pessoais e mercadológicas:
- Como consumidora, acho um saco vestir numerações diferentes em diferentes lojas;- Acho um saco ter que provar diversas numerações da mesma marca porque cada fornecedor tem uma modelagem;- Acho um saco nunca acertar o tamanho de um presente porque cada peça e cada loja tem suas próprias medidas;- Como planejadora de coleção, era uma saco fazer estudo de pack (quantidade de peças por tamanho), sabendo que duas peças tamanho P não necessariamente vestiriam bem a mesma pessoa;- E era um saco receber infinitas reclamações das lojas porque "o 44 está muito pequeno nesta coleção".
Apesar disso, as coisas não são assim tão fáceis, com a padronização de medidas, outros problemas surgirão (até porque se só trouxesse soluções, muito provavelmente já teria sido implantada...).- As pessoas não são todas iguais! Duas mulheres com a mesma medida de coxa, não necessariamente têm medidas similares de cintura... Uma delas nunca mais conseguirá comprar calças sem que depois precise mandar na costureira?- As marcas se diferenciam também pelas medidas de modelagem, seus clientes já sabem que lá encontrarão algo que as sirva. Com a padronização esse diferencial acaba.- Os tecidos são diferentes, com maleabilidade diferente... As medidas padronizadas levam em consideração a expansão do elastano?- A quantidade de subdivisões de tamanhos (se houver, como existe nos EUA) encarece produção, distribuição e estocagem, além de também complicar a vida do consumidor.
Mas não precisamos nos preocupar porque, pelo que parece, a bagunça vai continuar: a padronização não será obrigatória...